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“Neste mês de alegria, tão lindo mês de flores, queremos de Maria celebrar os louvores…” assim entoam os piedosos cristão durante as devoções marianas no mês de maio.

Desde o seu princípio, à Maria foi reservada especial veneração:

“Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28)

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E que venha a mim a mãe do meu Senhor? Pois logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que foi dito da parte do Senhor” (Lc 1, 42-45)

Tal fato deve-se a sua vida de sublime entrega ao Senhor, incomparável aos demais bem-aventurados. Ela foi preservada do pecado original (Cf. Ineffabilis Deus 18, 1854), como o sabemos, mas este agir de Deus nela, em virtude do Cristo Salvador, não é o elemento fundamental da sua santidade.

Claro que ao ser imbuída da graça divina Maria é preservada da tendência ao mal, ao erro, todavia, este dom não exclui a sua liberdade. Ao ser anunciada da vontade celeste pelo Arcanjo Gabriel ela proclama um sim livre, gratuito, amável e principalmente firme que marca definitivamente a história da salvação (Cf. Lc 1, 26-38).

Por viver esse sim até as últimas consequências tornou-se para nós um ser sublime, que diante do Senhor é onipotência suplicante, e na nossa peregrinação terrestre é exemplo de humanidade e santidade. Por isso recebe inúmeros títulos e de maneiras mais variadas é amada e venerada pois nos deu Jesus, o Messias.

Uma dessas demonstrações é o exercício espiritual, que é meditado nos trinta e um dias do mês de maio culminando normalmente com a coroação de uma imagem de Nossa Senhora, período em que a natureza expressa com maior nitidez suas belezas, tão presente no Brasil e especialmente na região Nordeste.

Quer de forma publica em igrejas e outros locais sagrados, quer seja na família ou pessoalmente, com solenidades e adornos ou na simplicidade e recolhimento, os fieis buscam externar o seu afeto por Nossa Senhora, e, com ela, também cumprir os desígnios do Pai.

Não obstante, em certas ocasiões e por mercê de Deus a Senhora do Céu nos visitou, visita, pela presença real ou por meio de sinais. A 13 de maio de 1917, em Fátima-PT, deu-se uma dessas visitas reais, se não a mais famosa e emblemática, para três crianças: Lúcia, Jacinta e Francisco (os dois últimos já foram canonizados enquanto a primeira encontra-se no processo de beatificação).

Por outras cinco vezes consecutivas na mesma data do mês, exceto em agosto que foi no dia 19, ela tornou a aparecer-lhes, falando apenas com Lúcia que era mais velha, insistindo no apelo da oração – especialmente do terço – e penitência pelo mundo, para que alcança-se a paz e a redenção por meio de seu Imaculado Coração que remete-nos ao Sagrado Coração de Jesus, tão atribulado pelos pecados da humanidade.

Essa aparição marcou profundamente o mundo, e no contexto espiritual do mês de maio, serviu de fomento para intensificarmos nossa relação com Deus que nos trata como amigos (Cf. Jo 15,15), e como pai misericordioso (Cf. Lc 15,11-32) só nos quer o bem, através da intercessão materna da Santíssima Virgem.

De Maria, devemos seguir a ordem que outrora proferiu: “Fazei tudo o que Ele vos disser”(Jo 2,5) para chegarmos ao convívio dos eleitos.

 

Causa da nossa alegria, rogai por nós!

 

José Luiz Silva Santos
Seminarista diocesano de Crato, acadêmico de Filosofia

 

Author

Mychelle Santos

Estudante de Jornalismo pela Universidade Federal do Cariri.

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