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A poucos dias celebramos a memória de Santo Agostinho de Hipona (354 -430), um homem muito sábio que viveu no século IV. Um homem marcado pela busca da verdade. Que logo jovem buscou os estudos e assim conheceu a religião maniqueísta, que considerava a existência de dois deuses, um mal e outro bom. Para ele, naquele tempo, o maniqueísmo explicava a vida melhor que o cristianismo, pois a experiência que ele tinha de vida cristã era a da mãe Mônica, por isso considerava uma fábula. Mas em busca da verdade ele acabou encontrando o verdadeiro cristianismo na retórica de Ambrósio, bispo de Milão.  Antes Agostinho havia largado o maniqueísmo, ou seja, ele andava em busca de algo que não encontrou nessa religião, e nem fora dela. Agostinho era o orador do imperador, e ouvindo Ambrósio apaixonou-se pelo platonismo, e estudou Platão mais a fundo, foi onde se evidenciou mais o que já havia começado a algum tempo: a mudança de pensamento, a verdadeira conversão. Então Agostinho largou toda a vida de pecado, prostituição, farras e bebedeiras e se tornou cristão junto com seu filho, sendo batizados ali mesmo em Milão por Ambrósio, também santo.

 

Outra personalidade que, eu pessoalmente, considero excepcional é Edith Stein, ou Santa Tereza Bendita da Cruz, que viveu no século passado. Ela era filha de judeus, mas apesar de ter grande influencia em professar a fé judaica, se declarava ateia. Aos 22 anos ingressou na Universidade de Gontinga, na Alemanha, e se dedicou ao estudo da Fenomelogia, tendo como mestre o ilustre E. Husserl, grande filosofo da área. Então Edith se aprofundava cada vez mais no ateísmo, mas sua meta maior era a verdade. Ela tinha uma mente brilhante, dizia Husserl, é uma grande pensadora. Aos 30 anos encontrou o Livro da Vida, de Santa Tereza D’Ávila, o leu inteiro em uma só noite, e no final exclamou: “Aqui está a verdade”. Então Edith começa a estudar o catecismo católico e a Teologia de Santo Tomás de Aquino, outro grande santo filósofo. Então foi batizada aos 31 anos. Aos 42 ela inicia-se na vida religiosa, entrando no Carmelo de Colónia, assumindo o nome de Teresa Benedita da Cruz. Alguns anos depois começou a perseguição aos judeus por parte da Alemanha nazista e ela teve que fugir para os Países Baixos, mas mesmo assim foi capturada e levada para os campos de concentração, onde ainda de hábito carmelita recebeu o número 44074 de prisioneira. Ela morreu no campo de concentração dizendo: “Aconteça o que acontecer, estou preparada. Jesus está aqui conosco”. (06-08-1942)

 

Veja, a história desses dois santos é marcada, cada um de forma pessoal, pela busca da verdade, pelo querer saber e conhecer. E na busca sincera da verdade eles acharam a Deus. Mas o que significa dizer que Deus é a Verdade? Algo só pode ser considerado como verdade se passado por algum tipo de prova. Mas como submeter Deus à provas, como experimentá-lo cientificamente? O YOUCAT, catecismo jovem da Igreja Católica deixa explícito na questão 32, que, de fato, Deus não pode ser submetido a processos de demonstração, mas se demonstra em Cristo Jesus.

 

Mas, como provar que Deus é a verdade então? Cristo disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”(Jo 14,6). E é em Jesus que conhecemos a Deus, pois Ele é a revelação definitiva. Deus em si, não pode ser estudado, mas o que pode ser estudado é sua revelação, nisto consiste a teologia: no estudo da revelação divina. Agostinho e Edith Stein, procuravam veementemente a verdade, a ponto de estudarem como loucos, e encontraram a plenitude no cristianismo. Em contrapartida surgem uma centena de filósofos e estudiosos que afirmam: “Deus não existe”, “Deus não está morto”,mas como provar isso também?

 

O Catecismo católico nos convida à experiência de Deus, para assim encontrar-nos sua verdade, pois como dizia Santo Agostinho “As coisas humanas nós precisamos conhecer para depois amar, as coisas de Deus nós precisamos amar para conhecer.” E Edith Stein disse: “Quem busca a verdade, busca a Deus, sem sabê-lo“. Buscar a verdade é buscar o sentido da vida, é buscar o princípio das coisas, e fim último delas, pois bem, Deus é o princípio e o fim, é a essência de tudo. Ninguém vai ao Pai se não por Cristo, se sua doutrina fosse uma mentira não teria durado até hoje, 2 mil anos, pois como dizem, mentira tem pernas curtas. Amemos a Deus, e o conheceremos!

 

 

Agradeço a colaboração de Junior Santos e Luana Matias para esse post.

Pax et bonum.

 

 

Author

Jayr Alencar

Jovem Analista de Sistemas, membro da comunidade católica Aliança de Misericórdia, programador, escritor e administrador no site Clube dos Geeks. "Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam." (Tiago 1, 12)

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